sábado, 4 de fevereiro de 2012


Deserto
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Sinto o sol causticante queimar minha pele
Raios amarelos dilaceram meu corpo esfarrapado, cansado
Lambo o suor do meu rosto.
Sinto sede, sede! Sede! Quem irá saciar a sequidão da minha garganta?
Areia fofa, areia quente, areia branca, branca... tão branca!
Meus pés ardem, vozes se misturam a minha insanidade
Quero um oásis! Um oásis! Um oásis!
o deserto..está Simplesmente deserto!!
Aqui estou aqui irei continuar onde você me deixou
Se lágrimas houvesse as tragaria com suor
Mas continuo sentindo sede e roendo as pontas das minhas unhas
Quebro os ponteiros do meu relógio e deixo passar o tempo
Sem contar.
Esconjuro a malícia dos raios que teimam em queimar minha cabeça
Culpo mais uma vez ao inconseqüente órgão traiçoeiro que denominam coração
Antes não o tivesse! Antes não o escutasse! Não haveria solidão.
Ouço o compasso dele viajando por minhas veias
Tento parar sem conseguir. Esquecer será minha vitória.
Sentado aguardo uma volta, A minha volta, a tua volta!
A tua! Só tua vontade para eu ser feliz!
Enquanto não vens, enquanto não me salvas de mim,
Enquanto o sol não me mata, meus delírios não me consomem,
Vou sucumbindo pouco a pouco em finas taças de vinhos .

Mara laurentino

terça-feira, 3 de maio de 2011

Você se foi




Você se foi na madrugada fria, vento gelado em teu rosto
não te impediu.
E eu fiquei olhos compridos pela estrada, esgueirando o vazio
das calçadas, por onde você partiu
Nem por um momento, olhastes para trás,
ou ti arrependestes desta maldita ação
Foste embora, assim todo egoísta, todo só maldade em teu coração
Você se foi, deixando só saudades, uma amarga certeza, agora
descobri,
a vida que vivíamos, pra ti não valia nada, eu entusiasmada,
tão cega de amores, confesso, eu não vi!
Se eu pudesse, usava de vinganças, pegava as alianças
Jogava elas ao léu
Destruiria tua vida toda, ti cortaria os pulsos e ti enviava ao céu
Para amenizar a minha consciência, cobria-te de lírios,
cravos perfumados e banhava-te em mel
Você se foi na madrugada fria, vento gelado em teu rosto
não te impediu.
Olhos compridos, final da estrada, rua asfaltada e a calçada
por onde você partiu
Ah se eu pudesse retroceder o tempo, parar a chuva o vento,
Ou mesmo ti prender,
em correntes ti amarrava em cadeados ti trancava
fazia amor contigo até ti ver morrer

Mara Laurentino

sexta-feira, 22 de abril de 2011

FÉLIZ PÁSCOA --------------------------




Ensina-me a olhar o mundo com olhos meigos
Para perdoar a quem me ofende no dia a dia!
A amar o meu próximo como a mim mesmo,
Como tu ensinaste em teus mandamentos!
A compreender a dor dos meus inimigos e
estender-lhes a mão sem ódio ou rancor!
Arranca de dentro de mim toda mágoa e tristeza, para
que eu seja feliz e só sinta amor em meu coração!
Ensina-me a trilhar o caminho do bem, a fazer o bem
a sentir-me bem, a ser melhor, a ser um ser humano melhor
A valorizar os meus amigos, a valorizar suas amizades.
Que eu tenha só bons sentimentos, que eu tenha teu espírito
Que ele repouse em minha cabeça, que eu entenda teu sacrifício
Por mim.
Que eu entenda o valor da tua morte na cruz
Que eu entenda o valor da tua ressurreição
Que eu compreenda enfim o que é a páscoa!
Que eu ame sempre o senhor e também os meus amigos,
-para que eu seja feliz e faça todos os que estão ao meu lado felizes
E que eu e todos os meus amigos tenhamos sempre, felizes páscoas!

Uma feliz páscoa para todos

Mara Laurentino

terça-feira, 12 de abril de 2011

Beija beija-flor





Um beija-flor pousou em meu jardim
Em uma linda flor, chamada de jasmim
Beijou então a flor e a jogou pra mim
Oh doce beija-flor! Agora vem e beija-me

Com esse doce néctar, vem e me adoça!
Beija-me docemente, me leva entre as rosas
Em teu jardim florido, sou mais que uma flor!
Sou tua amante amiga, sou tua menina-flor

Beija, beija, beija-flor, beija-me com bico doce
Leva-me então contigo, a voar por entre flores
Em aroma adocicado, vem agora e me embriagas
Beija-me hó beija-flor! E abraça-me com tuas asas.

Mara Laurentino

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Filho da perdição, uma saudade


Foste arrancado de nós,
Por grande maldade e ambição
Perdido em um mundo distante,
Sem rumo vagueias
nas asas da humilhação.
Fazem de ti o que querem
qual filho da perdição
Lançam ao vento
a filha mais amada
E a dona do teu coração
Viajas agora confuso,
No caminho que a vida traçou
Igual pássaro longe do ninho
Junta as migalhas que o vento levou
Espalham tua vida pelo mundo
E tudo aquilo que ainda é teu
Não imaginam que morres a cada segundo
Distante do amor, que foi presente de Deus
Roubam de nós três a esperança,
de pessoas e um mundo melhor
Restando tão somente, três corações solitários
E as marcas de uma grande dor

Mara laurentino

domingo, 27 de dezembro de 2009

Adeus papai Noel!




Quem dera que nossos sonhos fossem realizados
ao menos uma vez ao ano
E que essa vez fosse o natal
Quem dera que existisse mesmo papai Noel e ele realizasse todos
os nossos desejos ou quase todos
Já acreditei nele quando criança me decepcionei
Ele nunca deu as caras em minha casa
Nunca deixou um presente em minha árvore
Ah, eu não tinha árvore, mas não era motivo pra ele não vim
Eu era criança, mas não tinha presente, não tinha ceia, não tinha papai Noel,
Não tinha natal!
Esperava, chorava, dormia e nada de papai Noel
Sentia o cheiro do peru assando na casa do vizinho
Quem sabe o papai Noel trouxesse um de presente, unzinho só!
Ai eu teria ao menos uma ceia, não iria dormir com fome na noite de natal
Nada! Nada! Nada!
Foi quando me abriram os olhos, oh menina papai Noel não existe!
Então nunca mais o esperei, nunca mais pedi presente
Cresci e já não acredito que ele existe, disse adeus papai Noel!
Hoje ganho presentes no natal
Hoje tenho ceia no natal
Hoje sou feliz nos natais
Hoje comemoro o nascimento de Jesus

Mara Laurentino

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

O cheiro da morte





Sinto a vida esvaindo por entre os meus dedos
A morte se aproxima e eu sei, sinto seu odor de enxofre
Meu coração já sangra pelo esperado e minha alma entra em agonia
A dor supera minha consciência, qual punhal forjado no fogo
e cravado no meu coração
Ai de mim por sentir-me frágil! Ai de mim por não querer correr ou não poder!
Quem entenderá? Quem poderá medir a extensão do que se passa dentro do meu eu?
Ingrata! Mil vezes ingrata e injusta vida!
Deste-me de ti o melhor por só um minuto, e já vens e queres roubar-me?
Subtrais assim o mais belo de mim só restando à escuridão!
Não consigo ver essa tão falada luz no final do túnel, como os outros vêem!
E ela vem! Ouço o trotar do seu cavalo e sinto em minha pele o gume
da sua foice.
Repugnância eu sinto por surpreender-me!
Mil vezes desconjuro tua traição!
Seria melhor não ter vivido nada do que viver e sentir a doce
Ilusão de um amor e ser tragado tão cedo por tuas mãos!
Mas se tens que vim que sejas rápida, pois não tenho outra solução
a não ser segui-te
Acabará então minha agonia e o ultimo fio de esperança se romperá.

Mara laurentino